Controle financeiro: como estruturar o plano de contas da empresa? - Artigo / Cursos Módulos

Controle financeiro: como estruturar o plano de contas da empresa?

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  • 23/01/2019

Controle financeiro: como estruturar o plano de contas da empresa?

Existem várias ferramentas que auxiliam os gestores das empresas a controlar melhor seus recursos financeiros, assim como avaliar suas finanças e aprimorar a tomada de decisões. Uma das mais contribui para o desenvolvimento empresarial é o plano de contas.

É papel do contador saber como funciona esse plano para dar suporte ao administrador em relação à sua estruturação e aplicação prática. Para entender o conceito, a importância e a funcionalidade desse recurso, confira a leitura desta publicação!

No que consiste o plano de contas?

Consiste em um conjunto de contas das empresas, no plano elas são classificadas por natureza, que comunicam os gestores sobre as informações contábeis, assim ele poderá impor regras que favoreçam o crescimento da empresa. A sua elaboração tem os seguintes objetivos:

  • adequar informações de acordo com a legislação do Imposto de renda;
  • fornecer informações sobre as finanças do negócio de forma real, concreta e transparente;
  • atender as exigências de administradores e acionistas da empresa;
  • garantir os princípios contábeis e usar as normas brasileiras contábeis na elaboração das demonstrações contábeis e balanços.

Como funciona e qual a sua importância na empresa?

Deixar de elaborar esse plano dificultará a fiscalização interna das finanças e movimentações, como também combate a atrasos, riscos, desvios e inadimplência, principalmente em relação às obrigações tributárias. Porém, é relevante entender que existem dois tipos de planos diferentes, cada um com objetivos próprios, entenda-os.

Plano de contas contábil

Esse segue às regras previstas na Lei n.º 6.404/76, pois sua função é a de servir como base para montagem do balanço patrimonial e demais demonstrações contábeis.

Plano de contas gerencial

O plano de contas gerencial busca atender às necessidades dos gestores em relação às análises dos resultados econômicos, financeiros e patrimoniais das empresas. Ela não segue uma disposição na lei, portanto, é adequada à particularidade de cada empresa.

Qual seu papel na avaliação financeira e tomada de decisões?

O plano de contas é útil para o controle financeiro sob diferentes aspectos, pois permite que ele faça um controle mais rígido sobre seus recursos. As vantagens obtidas com a elaboração desse plano são:

  • listagem: cria-se uma checklist de todas as obrigações da empresa, o que evita atrasos e esquecimentos;
  • detalhamento: detalham-se as contas da empresa, assim o gestor amplia sua visão das finanças e pode tornar o controle mais rigoroso e minucioso;
  • controle de inadimplência: traz mais transparência à empresa, o empreendedor saberá exatamente quanto deve receber, como também quais são suas despesas, o que reduz o índice de inadimplência da empresa;
  • elisão fiscal: reduz as chances de multas fiscais decorrentes de cálculos errôneos ou atrasos nas obrigações tributárias e fiscais.

Como esse plano deve ser estruturado?

O primeiro passo para montar o plano é dividir as contas em categorias, bem como criar subcontas para cada uma delas. Entenda-as abaixo.

Ativo

São todos os bens e direitos da empresa. São divididos em:

  • circulante: já são convertidos em dinheiro ou o serão dentro de 1 ano;
  • não-circulante: contas a receber dentro de um ano;
  • imobilizado: bens móveis e imóveis.

Passivo

Representa as obrigações da empresa e movimentações que reduzem o patrimônio. Classificam-se em:

  • circulante: pagamentos a serem honrados dentro de um ano;
  • não-circulante: contas a serem pagas em mais de um ano;
  • patrimônio líquido: conta em destaque, são os ativos menos os passivos.

Receitas

É uma conta de resultado da empresa, pois compreende os recebimentos da empresa, elas podem ser:

  • operacionais: ganhos gerados pela atividade empresarial, como vendas, prestação de serviço e industrialização;
  • não operacionais: entradas por atividades não empresariais, como juros sobre crédito.

Despesas

Também uma conta de resultado, representa as saídas do negócio:

  • operacionais: gastos relacionados à atividade do negócio e necessários para mantê-lo, como gastos administrativos e aquisição de insumos;
  • não-operacionais: saídas que não têm finalidade com a atividade da empresa, como dações e patrocínios.

Contas de compensação

São as contas que afetarão as finanças do negócio em um momento futuro, como avais, fianças, contratos, convênios, cauções etc.

O plano de contas é uma ferramenta de grande auxílio para o gestor da empresa, é fundamental que o contador saiba para estruturá-la corretamente para crescer no ramo.

O departamento financeiro da empresa é bastante amplo, por isso, saiba mais sobre as funções do profissional desse setor!

Tags: Imposto, plano de contas, bens e direitos da empresa



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